quarta-feira, julho 17, 2013
Oito Maravilhas
terça-feira, março 08, 2011
Quem Vê Caras Não Vê Relvados
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| Quando não há jogos, este recinto polidesportivo também serve para mini-safaris |
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| Chico Sliva: "É dos carecas que elas gostam mais". |
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| Paulo Sousa: "Olha-me só esta m..."! |
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| Tarcísio: "As orelhas não são postiças". |
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| Luiz Carlos: "Não só ladro como também mordo". |
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| Sougou: "Bah". |
quinta-feira, julho 22, 2010
Fatih, a bola e cotão de umbigo.
CDB : Fatih, boa tarde. Antes de mais, deixe-nos congratulá-lo pela inequívoca demonstração de inépcia que desenhou na relva lusitana ao cabo de três longos anos.FS : Ora essa. Só tenho pena que nunca me tenham visto de bigode. Curiosamente, a fase em que o deixei crescer coincidiu com a altura em que deixei de ser convocado no FCP. Ou seja, passado o primeiro mês da época de estreia.
CDB : Quando toparam que afinal o Fatih não valia puto…
FS : Sim, provavelmente. E ainda demoraram umas semanas para chegar a essa conclusão. Pobres diabos.
CDB : Ainda assim, sagrou-se Campeão Nacional…
FS : É verdade, e também contraí gonorreia. Passei bons tempos aí em Portugal.
CDB : Mas certamente não estaria à espera de realizar tão poucos jogos, tanto no Porto, como em Coimbra.
FS : É a vida. Também não estava à espera que ao aceitar um copo duma miúda na noite, fosse mais tarde acordar numa banheira, coberto de gelo. Mas acordei.
CDB : Roubaram-lhe um rim ?!? Isso explica a falta de exuberância física no tapete verde…
FS: Não, não…O rim ficou cá dentro. Pelos vistos a miúda só queria um autógrafo e violar-me. Ela pensava que eu era uma estrela de Bollywood. Quando pegou no B.I. e viu que eu era o Fatih Sonkaya, enfiou-me numa banheira e foi-se embora. Nem quis o meu rim. Nem sequer violar-me. (suspiro)
CDB : Vejo que o Fatih não teve uma vida fácil em Portugal, ao contrário dos seus adversários directos.FS : O que quer insinuar com isso?
CDB : Bem, o anafado amigo tem a noção que desde o momento da sua contratação (2005) que o Estado Português tem uma comissão de inquérito a trabalhar 24/7 para descortinar alguma característica que possa ter levado o FC Porto a considerá-lo um jogador de futebol. Aliás, um jogador de futebol passível de ser contratado por um clube profissional.
FS : Bem sei, e também estou a par que os gajos ganham cerca de 5 milenas/mês, e têm a reforma garantida por inteiro ao cabo de 2 anos de casa. Mais apartamento na baixa, carro e gasolina à pala até 2033. Comissões de inquérito rulam. A mim não me escapa nada.
CDB : A bola costumava escapar. E o adversário também.
FS: Sim, nunca fui grande coisa a jogar futebol. Mas a coleccionar cotão de umbigo? Oh meu amigo, aí ninguém pára o Sonkaya allez oh.
CDB : Cotão de umbigo?
FS : Sim. Sou muito bom nisso. Cheguei a ser federado quando era petiz, na Holanda. Mas os meus Pais nunca me apoiaram. “Ah, devias era seguir uma carreira na bola, tens nome de jogador, dois pulmões e um centro de gravidade estável…"
Sempre achei essa conversa uma grande treta, mas enfim. Era isso, ou voltar a vender pêlo do sovaco para fazer perucas…e a família precisava do graveto.
CDB: Mas então deixou de coleccionar cotão no umbigo?
FS: Não, não…sempre desenvolvi essa capacidade como um hobby, ou uma actividade paralela, se quiser. Mas é difícil de conciliar com o futebol. Se corremos muito, suamos, e o cotão vai por ali abaixo na enxurrada. É difícil atingir um nível de estabilidade de cotão que nos permita armazenar uma quantidade apreciável.
Por esse motivo costumava guardar o cotão numa caixinha no balneário…e depois dos jogos voltava a colocá-lo no sítio: no meu umbigo quentinho.

CDB : Ah, então ao contrário do que demonstrava na lateral-direita, o Sonkaya é um homem de muitos recursos.
FS: Bem, na teoria sim. Na prática, esta ideia não resultou por aí além, já que o Marek Cech ia amiúde ao meu cacifo e comia o cotão quando eu estava nos treinos.
CDB: Está a afirmar que o Cech comia o seu cotão de umbigo??
FS : Sim, isso e ameijoas. O gajo gostava de ameijoas.
CDB : Hm. Ficou orgulhoso por ter deixado escola em Portugal ? Pouco tempo após a sua saída, o FC Porto acabou por contratar outro lateral com as suas características: Nélson Benítez.
FS : Sim, é verdade. Vieram-me as lágrimas aos olhos. O homem era em tudo idêntico a mim, mas jogava na esquerda. Era como ver-me ao espelho:
O Nélson não tinha pés, tinha tijolos octogonais ligados aos tornozelos.
O Nélson não tinha físico de jogador profissional, parecia um miúdo de 14 anos com atrofia muscular e herpes facial.
O Nélson era mau cabeceador, defendia mal, atacava ainda pior e tinha a velocidade de um caracol coxo – e morto.
A pedra de toque foi quando o vi tirar um cruzamento pela primeira vez : era capaz de jurar que Maomé carpiu lágrimas de sangue e matou quinhentas virgens mal a bola lhe saiu do pé. Foi um momento horrífico. Mas gratificante.
Nesse preciso momento soube que o meu legado estava em boas mãos.
CDB/FB: (abraço fraterno, acompanhado de sentido choro de homem)
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Académica para Crianças

segunda-feira, outubro 19, 2009
Festa da Taça
MARÇAL - campeão pelo Boavista, a sua carreira foi sempre a descer, mas lá está de novo na ribalta. Todos se lembrarão do cabelinho amarelo, perinha amarela...um visual sui generis no Setúbal. Passou ainda por Felgueiras, Ovarense e até pelo Lixa!
quinta-feira, julho 09, 2009
Mosaico Cromático
É certo que lamentamos a partida de algumas figuras que deram água pela barba à nossa SAD, mas a vida de um cromo é mesmo assim: uma bola a escapulir pela linha final, um atraso na chegada ao treino e, tumba!, lá se vai o cromo.
Felizmente, 2009-10 promete ser uma época tão profícua como as anteriores, deixando a nossa SAD imune à crise que dizem que grassa por aí (Cristiano Ronaldo que o diga).
Só para terem uma ideia, produzimos uma pequena peça artística apenas com algumas caras recém-chegadas à nossa I Liga, excluindo os três da vida airada (sabendo que o Sporting ainda está envolvido nas obras de reconstrução da Academia e o Benfica está a descobrir contratações para o FC Porto remodelar o plantel).
Uma plêiade de cromos bem intencionados e bem fotogénicos, mas que, infelizmente e como dita a Mãe Natureza, terá muitas dificuldades em resistir aos primeiros meses de vida na sempre dura I Liga deste nosso rectângulo. O espaço que medeia entre Julho e Setembro será vital para determinar quais os cromos desta fornada que terão algum sucesso e aqueles que… bem, apenas conseguirão que a nossa SAD se lembrasse deles. Também não nos podemos esquecer que, por vezes, estas novas crias cromáticas são acossadas pelos cromos já residentes, numa dura competição pela sobrevivência ao jeito de um programa da National Geographic aplicado à cromice dos balneários lusitanos.
Analisemos os nomes destes nados-vivos para a principal selva do futebol português de 2009-10:
NAVAL: Quatro crias para preencher a defesa, o meio-campo e o ataque: Lupedo, N’Kake, Aboubacar Tandia e o regresso de um dos nomes mais queridos dos caçadores furtivos de cromos da nossa praça: Ouattara. Um nome sempre em alta nas bolsas cromáticas e que promete não deixar os seus créditos por mãos alheias.
LEIXÕES: Também um ataque à cromice em toda à linha, com Cauê, Patrão, Faioli e o pouco simpático Trombetta.
BELENENSES: Mais modesto nas contratações de campo para compensar o afinco técnico-jurídico com que trabalha na secretaria. Barge e Yontcha dão, porém, um ar de sua graça.
GUIMARÃES: Um norte-americano, Kamani Hill, e um defesa, Lazzanetti, são as principais crias cromáticas do defeso vimaranense.
NACIONAL: Depois da alta taxa de natalidade cromática dos últimos anos, o Engenheiro Alves fez as contas à vida e concluiu que a segurança social nacionalista não podia aguentar aquele ritmo descompassado. Daí a implementação de uma política cromo-contraceptiva à qual escaparam Nejc Pecnik e Elisson.
MARÍTIMO: Nada a assinalar, a não ser repetir um nome que o site zerozero já indicava como parte do plantel de 2008-09 mas que, sinceramente, não nos cansamos de repetir: Takahito Soma, o japonês dos campeonatos nacionais. Veremos se fará hara-kiri ao primeiro copo de saké ou se será o kamikaze dos Barreiros.
PAÇOS DE FERREIRA: Três singelos nomes que não ultrapassam as quinze letras todos juntos: Rondon, Ciel e Bamba (não confundir com Bambo nem com a mulher dele; ele é Bamba como a corda).
SETÚBAL: Os ares de recessão do Sado não impedem que se tragam nomes do quilate de Djikiné e Ladji Keita.
ACADÉMICA: O mais sintético dos reforços equipa de negro: Bru. Espera-se que gere um grande Bru(á). Nem que seja pelo seu penteado Milli Vanilli.
RIO AVE: Tempos de contenção junto às Caxinas. Mas ainda há um Wesllem para apreciar.
BRAGA: Saudosos os tempos do Ganga, Johnny Rodlund e Kim… Talvez Joabe desperte alguma atenção cromíflua.
LEIRIA: Alguma expectativa em torno do guardião Andjelko Djuricic (o novo Miroslav Zidnjak?) e de Sow (o novo Salam Sow?)
OLHANENSE: Autêntica mãe de aluguer cromática desta competição, abraçando todos os filhos que o FC Porto deserda. Desta creche imensa, destaca-se o irascível Zequinha, agora com a oportunidade de ouro para agredir algum interveniente do jogo em prime time. Para além dele, há o Gomis (com “i”).
Resta-nos desejar a todos eles boa sorte… e em Janeiro cá estaremos para analisar uma nova prole.
quinta-feira, março 12, 2009
A Balada de Vítor Vinha
Vítor Vinha disse que o Vinha vinha ver a sua vinhaMas não veio
E que Valente vinho vem da vinha do Vítor Vinha
Que vasta videira o Videira vendeu ao Vítor Vinha
Mas o Vinha vinha vendo
Que o vinho que vinha da vinha do Vítor Vinha valia vinagre
E vai daí
Vítor Vinha avisou o Vinagre para vir ver a vinha
Mas o Vinagre fez como o Vinha
Fez como o Vinha e não veio ver a vinha do Vítor Vinha
Ele disse que se viesse ver a vinha do Vítor Vinha
Depois vinha vaiar o Vinha a Vinhais
Fez como o Vinha e não veio ver a vinha do Vítor Vinha
E na volta
Vinha ver como o João Viva vivia a sua vida
E Vítor Vinha deu um viva ao João Viva
Pois Viva vinha ver a sua vinha
Viva o Viva por avivar a vinha do Vítor Vinha
E para evitar ver o Vinagre a vaiar o Vinha em Vinhais
O Viva viveu na vinha do Vítor Vinha até o Vinha vir de Vinhais
domingo, julho 29, 2007
O Filho do Vento

vento,
- do Lat. ventu,
- s. m.,
- ar agitado por qualquer meio;
- Etienne N'Tsunda;
- fig.,
- Etienne N'Tsunda;
- flatulência;
- coisa rápida;
- ...
Habituado a jogar num clube que foi buscar o seu nome a gajos com perna de pau e pala no olho, o congolês sentiu o peso da camisola do Dragão. Não foi fácil partilhar o balneário com colossos do nível de Ronald Baroni e Walter Paz. Especialmente porque o peruano deixava constantemente a tampa da sanita levantada e o argentino tinha como banda preferida os Def Leppard.
Afectado por estes execráveis contratempos, o rendimento de Etienne sofreu. O Filho do Vento não passava afinal de uma tímida brisa. Sir Bobby viu-se confrontado com a hipótese da contratação via K7 audio enviada pelo ajudante de roupeiro do Orlando Pirates (cunhado de Etienne, advogado criminal de Zwane, e representante da Adidas no Zimbabwe) não ter sido 100% fiável.
"I don't perceebo it. Pelo sound, el jogadorr parcia good. Eu even disse ao Dmingas: primeira part...good. Segonda part...not good. Dmingas remate poste, should have been goal. Je suis très content.", afirmava Sir Bobby no seu português irrepreensível.
Na verdade, o clube não abandonou o método de utilizar a K7 audio como principal instrumento de prospecção, como atestam as posteriores contratações de Da Silva e Alejandro Diaz.
Porém, o Filho do Vento jogava como um Bastardo da Bola, chutando o esférico corpo estranho de uma forma tão inepta, que mais parecia estarmos a presenciar nova impagável incursão de Paulo Madeira a ponta-de-lança.
Eis que o clube das Antas, certo que N'Tsunda estaria ainda demasiado verde para passar de brisa a vendaval (com isto, não estamos a fazer nova incursão no precioso Mundo das piadas de flatulência - apesar da oportunidade acima oferecida pelo dicionário), decidiu cedê-lo à II Liga, por via de Penafiel e Académica, onde o africano brilhou como Manuel Subtil numa casa de banho da RTP.
Tal demonstração de força e irreverência não foi ignorada pelos primodivisionários, e o GD Chaves reabriu-lhe as portas do palco principal. Agora Etienne era um actor de sucesso, uma Floribella (sem alusão aos equipamentos alternativos do Benfica 07-08) no prime time da bola lusitana. Ao lado de Sabou, Matute e Ovidiu Cuc na frente de ataque flaviense, o Filho do Vento só poderia brilhar. E brilhou. Qual remate de Pavlin furando as redes adversárias, o fulgor do nosso herói era inigualável, e a sua velocidade destruía os laterais adversários como as três gajinhas do anúncio da netcabo destroem a paciência colectiva de um Povo.
Porém, a troca de Chaves pelo berço da Nação em 1998 revelou-se fatal para a carreira de Etienne, pois a sua convivência com David Paas seria conflituosa ao ponto de voltar a transformar a sua furacónica ventania num débil sopro de um franzino petiz. É que Paas jurava a pés juntos que Fangueiro era o jogador mais veloz do plantel vimaranense.
Com a autoestima devastada, o africano abandonou Portugal, apenas para regressar de forma inglória já no Séc. XXI para representar os secundários SC Freamunde e o outrora orgulhoso FC Famalicão, mas já era tarde. N'Tsunda era apenas uma anafada sombra de si mesmo. "Filho de Uma Lenta Deslocação de Ar"!!!, gritavam as bancadas nortenhas, apupando impiedosamente o ex-sorridente protégé de Sir Bobby.
"Ao menos se tivesse uma mega-mullet como a que o Rafal Grzelak exibirá em 2007...", murmurava o derrotado congolês parante a confirmação da inexorável marcha do tempo...
terça-feira, junho 12, 2007
O Rei no Naldo.
A ponta na lança.O Paulo no Alves.
O correr parado.
O entrar cansado.
O Gervino amarelado.
O Tahar avermelhado.
O Bilro concentrado.
O Kimmel com ar de alucinado.
O Pedro Miguel... sempre penteado.
O Bambo sempre ao lado.
O Fua tão estimado - esférico cruzado.
O cruzamento alcançado.
O balón rematado.
O chuto ao lado.
Meu nome é Reinaldo - e é este o meu fado.
sexta-feira, março 02, 2007
Marcegol

Não deixe o penteado cuidado, meticuloso e pejado de gel enganá-lo. Não estamos a falar de um jogador de finesse. Ponha a pena e o tinteiro de parte e pegue na esferográfica bic. Tire esse fatinho Armani e vista o seu fato de treino Lacatoni. Vamos falar de Marcelo.
Goleador implacável, nunca passou de um jogador banal até chegar ao quasi-Uefeiro Tirsense de 1993 - 1995, onde alinhou com outros grandes do panorama cromífluo nacional.
Porquê só em Sto.Tirso? Quiçá por disfrutar da liberdade que advém de ter as costas guardadas por Goran, Rui Gregório e Paredão. Quiçá por receber a redondinha dos mágicos pés da quase-recente contratação do 1º de Dezembro, Hugo Porfírio, e do benigno sósia de Paulo Nunes, Giovanella. Quiçá por formar com o mini-Hasselhoff a dupla de ataque mais opressiva e ditatorial de que há memória: a dupla Marcelo/Caetano. Quiçá simplesmente porque gostava de tremoços, Marcelo despontou em Santo Tirso, qual flor desabrochando através de uma fenda de um passeio de betão urbano.
Segue-se o Sport Lisboa. Formava-se uma excelente equipa de matrecos para os lados da Luz, e paralelemente também tentavam construir algo que se assemelhasse a uma squadra de futebol. Para tal, a instituição antecipou-se aos grandes clubes da Europa, e assegurou a aquisição do "Pack Jesuíta 1995/1996", que incluía o próprio Marcelo, um Paredão pré-Chelsea, três sacos de amendoíns, um calendário da Ferbar e um corta-unhas com a imagem da Nossa Sra de Fátima. Em troca, o Benfica forneceu à agremiação de Santo Tirso os direitos de imagem do futebolista Paulão e três baralhos de cartas com fotos dos melhores cortes em carrinho do defesa Pedro Henriques.
Em Lisboa, apesar de ser um dos jogadores mais utilizados do plantel e fazer equipa com portentosos facilitadores da bola como Mauro Airez e Iliev, Marcelo só fez sete golos durante a época inteira. De realçar que três foram marcados com o tornozelo, dois com a canela, um com o ombro, e um com a nuca.
Dado o sofrível total nunogomesco de tentos efectuados, este guerreiro da grande área foi de pronto ostracizado para abrir caminho para o trio Pringle-Hassan-Akwá, que estaria destinado a devolver momentos de glória ao clube. De costas voltadas para Portugal, Marcelo aventurou-se no estrangeiro: "Pô, se o Paredão consegue ser um cromo do football da Premiership, então o Marcelo vai virar artilheiro...Gente, tô com fome. Quero um brigadeiro."
Passagens rançosas pelos temíveis Alavés, Sheffield Utd, Birmingham e Walsall demonstraram-nos o contrário. Porém, o resiliente luso-brasileiro não estava acabado. Decidiu acabar a carreira onde a tinha começado nos anos 80: na Coimbra dos Estudantes, onde nos ensinou que estava de facto mais do que acabado prá bola. E que ensaboadela foi.
sábado, abril 29, 2006
Salada de Frutas
Salam Sow, o mago africano.Pleno de pujança, força e tranças, este 10 guineense chegou a Belém, terra onde Jesus nasceu, cheio de promessa.
Mas promessa não paga dívida, e o bom do Salam ficou em dívida para com os adeptos que gostam de bom futebol. Pois de boas intenções está o inferno cheio.
Ricardo, o Carvalho, tinha um caniche em cima da cabeça, nos tempos da colectividade de Leça da Palmeira. Essa pequena deficiência capilar foi quiçá incentivada pelo anafado Jefferson, jogador que não deixou saudades, mas deixou concerteza um belo rasto de azeite.
Velli Kassoumov, um ponta de lança de reputação, chegou a Setúbal com o golo no coração. Porém, o coração sozinho já não chegava, pois o seu joelho o do Esmantorras imitava. Velli era azeri, mas a sua saúde já não morava aqui.
João Manuel Pinto. Este senhor formava uma aliança com o salgueirista Marcos Severo, que tinha o intuito de manter o espírito de Eric "Eurico" Cantona vivo nas jornadas lusas. Porém, dizia-se à boca pequena que afinal as usuais golinhas levantadas não eram senão uma forma de impedir que o gel escorresse do cabelo para a camisola.
Com golinha ou sem ela, o outro dos outros Joões Pintos tinha a capacidade de fazer rir as bancadas pela sua forma peculiar de interpretar esse belo e didáctico jogo a que chamamos futebol. Por outras palavras, o tipo era uma nódoa.
Depois de deixar a sua marca na Invicta cidade como ponta de lança nas horas vagas, este vagabundo do rectângulo rumou a Sul para criar uma inolvidável dupla de nódoas centrais com "O Rim" Argel e formar uma "clique" de frequentadores de tascas com Fernando Aguiar e Pesaresi. Tudo isto na inolvidável época de 2001/02 para os lados da Luz, que viu emergir do nada dois sucessores de Amál...perdão, Eusébio: Pepa e Mawete Júnior, a dupla ofensiva do Dream Team/Benfica Europeu de início de Século.
Finalizando com fogo de artifício técnico-táctico, vou abrir-vos o meu coração torturado pelas vicissitudes da vida e dizer-vos com toda a frontalidade que o Rui Campos só está aqui, porque tem uma expressão de derrotado da vida de sobremaneira depressiva. Para além disso, (tal como o Emanuel do sempre pujante e vitaminado Académico de Viseu no posto anterior) o homem parece ter no mínimo idade para ser pai de metade do plantel da equipa que com galhardia representa.
É assim a vida. Mais curta que comprida.
segunda-feira, setembro 26, 2005
O MacGyver Sorridente
Há casos paradigmáticos e (porque não?), emblemáticos das cadernetas e Cadernos da Bola.Dois deles preenchem o imaginário dos aficionados bolísticos, Nito e Mílton Mendes.Sucede que tanto um como outro insistiam em fazer exactamente a mesma expressão ano após ano, época após época, aquando dos seus 2 minutos de fama a posar para a fotografia.
O grande Nito já tem um post neste sentido (curiosamente um dos primeiros do blog), sendo que MacMílton só agora entra pela porta grande na blogosfera. O seu sorriso MacGyveriesco monopolizava todas as atenções das páginas reservadas ao clube que tinha a sorte de contar com os seus serviços.
Há que ressalvar, porém, que MacMílton sorria porque tinha confiança em si mesmo. Conseguia transformar um lançamento lateral junto à sua grande área num lance de perigo para o adversário. Com apenas um pontapé de baliza ganhava penalties. Forçava expulsões com um mexer do seu musculado dedo mindinho.
MacMílton era capaz de sair do deserto com um porta-chaves e uma laranja, dizem os mais afoitos.
Assim sendo, só teria razões para sorrir.
Sorri, Mílton, sorri!
sábado, abril 23, 2005
D. Russell Nigel I
Se vasculharem um pouco mais nas vossas memórias da bola, quiçá até uns bons dez anos atrás, lembram-se concerteza de um jogador da nossa bola cuja carreira ficou manchada por um penalty falhado. Não falamos de Roberto Baggio, porque este nunca foi da nossa bola. Nunca foi dado pelo "Record" como novo reforço de um certo clube que equipa de vermelho e não se chama Salgueiros ou Gil Vicente. E daí, até é capaz de ter sido. Preenche o único requesito: a notícia seria falsa. Mas pondo de lado mais este fútil divagar, voltemos à vaca fria:
O tal jogador tem por pomposo nome Russell Nigel Latapy e tirou coelhos da cartola por vários palcos lusos, nomeadamente os de Felgueiras, Coimbra e Porto. Conhecido no seu habitat natural, Trinidade & Tobago, como "o Pequeno Mágico", este Maradona das Caraíbas deixou marcas em Portugal como "Aquele Gajo Pequeno com Cara de Peixe que Falhou o Penalty Decisivo Frente à Sampdoria, Destruindo as Esperanças de Milhões de Pessoas num Único Pontapé Infeliz".
Gozando uma reforma dourada como um bronzeado William Wallace em terras de Duncan MacLeod, o nobre D. Russell Nigel Latapy I ainda volta a Portugal de quando em vez para falhar uns penalties em jogos com amigos na praia ao domingo. Deus tenha piedade da tua alma, "Pequeno Mágico".

o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?
terça-feira, março 08, 2005
As Quinas
Um pilar na fundação do "ser português", ou "portugalidade", expressão que conheceu o seu ponto de rebuçado durante o Euro 2004. Nove anos antes, as quinas procuravam significado e substância de substrato com afinco, e foi na bola que o fizeram. Mais concretamente na cidade de Marcelo, Tó-Sá e os restantes estudantes. Cinco era o número em voga. Cinco de revivalismo. Cinco de pujança. Cinco de bola. Cinco de minutos.
O espadachim Rui Carlos destanciava-se dos demais pelo seu ar cristão e defensor dos bons costumes da monarquia de D.Duarte Pio I, o Sagaz. Com uma perinha cuidadosamente aparada e desenhada, impunha o temor que só um fidalgo de bom sangue, espadachim de eleição, o poderia fazer. Porém, não o poderia fazer sozinho.
Tinha a seu lado um mito. Mito, para ser mais concreto. Este mito da bola, Mito, rivalizava claramente com Mickey pelo título de melhor alcunha coimbrã. Rivalidade essa que foi o cerne da afamada e infame Questão Coimbrã, que não foi mais senão a expulsão de Mickey do grupo dos Quinas por "este grupo ser pequeno demais para ambos os dois." (dixit Mito, 1994). Desta feita, outro valente espadachim tomou o seu lugar.
Um jovem aspirante a altos vôos. Seu nome era Jorge Silva e seu sonho era jogar na selecção nacional. Um jovem de grande valor táctico, que se movimentava no relvado ao ritmo e sequência de uma partida de xadrez. Este jovem foi posto debaixo da asa fraterna e atenta de um mito da bola: Febras.
Não mito Mito, mas mito assim com minúscula. Febras. O seu ar brolhesco não engana. Era o mais rudimentar de todos, mas destacava-se claramente por ser o autor da famosa frase, que ainda perdura nos dias de hoje: "A febra marchava!..." Claro que a sua alcunha não estará directamente relacionada com este facto, pois este orgulhoso portador de monocelha tão robusta era mesmo especialista em pôr as febras no tacho.
Estes quatro valentes e valorosos espadachins levitavam á volta de Dinis, o grande guru. Palavras para quê? Grande Dinis.
Grande, grande Dinis.
És grande, Dinis.
És um mito.

o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?
sexta-feira, janeiro 14, 2005
The Cannon Foot
Tema abordado de forma recorrente no nosso singelo blog é o do jogador uni-dimensional.
Desde ao clássico "é tosco, mas é bom cabeceador", passando pelo típico trinco raçudo (Olá, Paulinho) até ao polivalente (Então Paulinho, 'tá tudo?), o jogador da bola amiúde chega a um clube já com o destino traçado, qual actor negro num filme de terror de adolescentes.
A versão mais recorrente, e quiçá aquela que pessoalmente prefiro, é a do Pé-Canhão.
Todo o santo clube tem que ter tido, em determinada altura, um jogador deste género, que passa 89 minutos a pastar, e num minuto de rara inspiração Barrosense decide um jogo.
Pois bem, como pelos vistos na bola lusa foi complicado descobrir um jogador de tal ordem (sem desprimor para o pé-canhão do Padroense - um abraço), o nosso Dinda foi convidado a ingressar no rol de clássicos que compõem o Olimpo de Cromos da Bola Lusa.
Tornou-se de imediato o terror dos Wozniaks, dos Luíses Vascos ou Botendes. Através de disparos potentes e mal colocados disfarçou a sua inutilidade em campo durante onze anos na nossa bola. Onze bonitos anos que dividiu entre Paços, Académica, Leiria e Marítimo, sempre no registo de quem imita Luís de Matos ou Houdini durante 89 minutos para do nada aparecer aos 90 a imitar São Isaías e ser o herói da noite.
Com a sua recente debandada para a sua terra natal, a bola lusa ficou mais pobre.
Aproveito só este momento de despedidas solenes para enviar um bem-haja do tamanho da careca de Caccioli para o Argélico Fucks.
Tantas alegrias deste a todos nós que apreciamos as peripécias dos menos dotados em campo. Para sempre no coração do nosso blog. Esperemos que ambos voltem rapidamente.
Bem hajam, Dinda e Argélico. Uma porta estará sempre aberta para vós
sábado, outubro 23, 2004
Fabrice Alcebíade Maieco - O Gato Escuro
Os adeptos do Sport Lisboa e Benquerença, porém, desde há várias décadas esperam que este "milagre" se torne realidade. Pantera Negra ou Gato Escuro?
Eis que surge, nos meados da década de 90, qual D. Sebastião por entre as brumas, Fabrice Alcebíade Maieco. É um facto, não seria o nome mais recomendável para um craque. Porém, temos vários exemplos de como por vezes esta premissa é deveras enganadora. Neste caso...não foi. Fabrice não revolucionou o futebol lisboeta da forma como os seus dirigentes (famosos pela facilidade em descobrir jovens pérolas) esperavam. Desta forma, as fornalhas que preparavam o metal para construir mais uma estátua ao lado da outra que lá se encontra tiveram de ser postas em espera até ao dia em que o jovem Pepa entrou pelas portas da Luz. Porta grande, como todos se recordam.
Falamos tanto da fotocópia sem qualquer referência ao original, o que é imperdoável por se tratar do grande mito e símbolo da história desse papa-taças que é o União de Tomar. Pronto, como já fizemos referência á referência do jovem aqui referenciado, Fabrice Alcebíade, podemos prosseguir com a dissertação sobre os seus talentos.
Alcebíade acabou por não ter a carreira que todos fomos levados a acreditar que seria possível, ao estilo gingão de um Quinzinho, Gil, Toy, Mantorras ou Toni, todos pontas de lança negros que agarrados ao verde da esperança levariam o Mundo do Esférico até níveis nunca antes sonhados.
Ficou o sonho. E as fornalhas ainda fervem de antecipação. Carlitos, miúdo, isto é para ti.

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sexta-feira, outubro 01, 2004
Pérolas ou ostras?
Passearam a sua velocidade e fúria, quais McCarthys dos anos 90. Desde Chaves a Coimbra, Barcelos, Penafiel.. belas terras viram estes belos exemplares. Bobby Robson bem o disse , quando os contratou (!!!) :"São grandes promessas africanas! " E foram.. promessas como se de um bom Governo Português se tratasse! Onde estarão...?

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